Relatos fantasmas: os filmes históricos cinemanovistas e a política cultural da ditadura civil-militar nos anos 1970

Carlos Eduardo Pinto de Pinto

Resumo


A proposta do artigo é refletir acerca das relações entre memória e história por meio do embate entre o Cinema Novo e a ditadura civil-militar nos anos 1970, período que corresponde à sistematização da política cultural dos governos militares. Entre as estratégias mobilizadas por esta, estava o incentivo à construção de uma cultura histórica pautada por leituras ufanistas do passado nacional, em que ganhava destaque a produção de filmes históricos. Como forma de aproximação do tema, aqui são abordadas duas obras: Os herdeiros (Cacá Diegues, 1969) e Coronel Delmiro Gouveia (Geraldo Sarno, 1977). Mesmo realizados em momentos distintos de tal política cultural, os filmes elaboram estratégias de resistência semelhantes. Em ambos, recorre-se à memória para se contrapor à história ufanista exortada pelos governos, ela mesma resultado de reelaborações da memória. Como é típico da cultura histórica – que abarca qualquer discurso sobre o passado, mesmo os produzidos fora do âmbito acadêmico –, é possível perceber, nos dois lados da disputa, a presença fantasmática da memória a assombrar a história.

Palavras-chave


memóira; Cinema Novo; filmes históricos;

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v2n1.65

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