Aprender o quê com cada outro destes corpos? Da rave a um léxico das aparições

Luís Fernando Moura

Resumo


A partir da experiência de uma rave no Recife, este texto descreve uma dinâmica figural na qual a convivência entre corpos mais e menos normais, à beira de uma aparição limítrofe, instaura intervalos e continuidades, à maneira de um jogo entre suspensão pela singularidade e proposição para a coletividade, e que teria como fim sua própria duração. Enquanto imagem, esta convivência tem em seu centro expressivo uma transição sempre em processo entre inteligibilidade das formas e fruição de confusões, ou ainda a fruição da aceleração do tempo histórico condensada na exposição de um corpo. O texto observa como o problema poderia ser endereçado na elaboração da linguagem artística crítica, particularmente ao destacar equações simbólicas entre palavra e aparição no trabalho da artista Kildery Kildery. Ao fim, tece breves perguntas a respeito de como um estudo das imagens poderia se afetar, metodologicamente, por tais intuições, tendo em vista em particular uma ética entre fluxo e vida, a viabilidade de outras genealogias e a fundação de espectatorialidades.

Palavras-chave


Corpo; rave; imagem; queer

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v10n1.700

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