Chamada para publicação - Revista REBECA Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual 10

Para submeter uma proposta à avaliação, as normas publicadas em nosso site devem ser observadas. Todos os textos devem ser submetidos pelo sistema OJS do site da revista. Os artigos passarão pela avaliação de pareceristas ad hoc, e Comissão Editorial, com integrantes do Brasil e do exterior, em sistema de avaliação dupla sem identificação de autoria.

 

Nesta edição, Africanidades é o título do Dossiê da REBECA que será dedicado aos cinemas da África e das diásporas africanas, em homenagem a Mohamed Bamba, um dos grandes responsáveis pela difusão e pesquisa dessas cinematografias no Brasil.

 

As cinematogafias africanas, conhecidas como as mais jovens do mundo, surgem em 1962, com o lançamento de Borrom Sarret (O Carroceiro), curta-metragem de Ousmane Sembène, realizador senegalês. Neste mesmo ano, Jean Rouch, o então mais profícuo dos cineastas “não-africanos” dedicados a filmar em África, e que segundo Sembène filmava os africanos “como insetos”, reconhece os limites das produções coloniais, do ponto de vista exógeno, acenando para a necessidade da fundação de uma perspectiva cinematográfica propriamente africana: “o que quer que façamos, nós não seremos nunca africanos e os filmes que realizaremos serão sempre filmes africanos realizados por estrangeiros”. Com efeito, o cinema africano nasce marcado pelo engajamento na reconquista e na descolonização tanto das nações recém-libertas quanto das imagens da África, estas últimas entendidas como essenciais para a consolidação das primeiras. Nesse sentido, num primeiro momento, a reescritura da História colonial, bem como a superação da imagem de alteridade do Ocidente moderno e a defesa da autorrepresentação constituem-se como programas essenciais para as cinematografias africanas, amplamente disseminados nos cinemas das diásporas, incluindo o cinema negro brasileiro. Quase 60 anos depois, no contexto de novos flancos de disputas, interessa-nos interrogar a contemporaneidade de tais perspectivas estéticas e políticas, as investigações que retomem e renovem abordagens históricas, teóricas e analíticas sobre os cinemas da África e das diásporas, que tragam à luz suas realizadoras e seus realizadores, que se dediquem a seus movimentos estéticos e modos de produção contemporâneos, e debrucem-se sobre as relações tecidas pelo cinema brasileiro com a África e a herança africana. 

 

Além do Dossiê, a revista tem outras quatro seções:

 

Artigos de Temáticas Livres, seção que reúne artigos de temática livre que não se incluam na temática do Dossiê adotada no número;

 

Entrevistas, seção que traz entrevistas com autores, pesquisadores, realizadores, roteiristas, artistas e personalidades da área;

 

Resenhas e Traduções, seção reservada à publicação de resenhas de livros e outras publicações da área, filmes ou filmografias, ampliando para obras audiovisuais de outros formatos como televisão, sites e/ou novas mídias e/ou eventos, além da tradução de artigo significativo já publicado, mas inédito no Brasil;

 

Fora de Quadro, seção voltada para a publicação de trabalhos com forma de expressão e formato livres.

 

As seções DossiêTemática Livre e Fora de Quadro aceitam submissão de trabalhos. Já nas seções Entrevistas e Resenhas e Traduções, tanto as entrevistas como as traduções serão realizadas a critério dos editores de REBECA.

 

 

Receberemos artigos para o Dossiê até 29 de agosto de 2016

 

São aceitos artigos em português, inglês e espanhol

 

A revista recebe artigos das seções Temática Livre e Fora de Quadro em fluxo contínuo 

 

As seções Entrevistas e Resenhas e Traduções serão realizadas a critério dos editores.



Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia