O conservadorismo distópico e a interferência imagética do horror em Medusa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n2.1425

Palavras-chave:

Horror social , Distopia, Slasher, Folk-horror, Gêneros cinematográficos

Resumo

O artigo pretende realizar uma análise do longa-metragem Medusa (Anita Rocha da Silveira, 2023) de forma a observar os diálogos entre a narrativa distópica do filme com a recorrência de intertextualidades com outros filmes e subgêneros do horror na construção de um discurso social referente à emergência do conservadorismo nos setores neopentecostais da sociedade brasileira. Para isso, é definido o conceito de conservadorismo distópico a partir de formulações de Claeys (2010) sobre o totalitarismo nas distopias pós 1984 (George Orwell, 1949) combinado ao estudo de Nagib (2006) sobre a recorrência e quebra do gesto utópico no cinema brasileiro contemporâneo. Logo após, são mobilizados estudos de gênero para pontuar e dissecar as intertextualidades do filme de Anita com dois subgêneros do horror, delineando aproximações e subversões com seus códigos e convenções previamente estabelecidos e também uma diferenciação dessas representações nos espaços urbanos e na natureza. Em primeiro lugar, é feita uma aproximação com o gênero slasher nos espaços urbanos a partir da problematização do código do assassino, ligado à protagonista Mari e à milícia evangélica feminina “As Preciosas” que estabelece a ordem neopentecostal. Em segundo lugar, é feita uma aproximação com o folk-horror na natureza e partir de uma análise comparativa entre Medusa e O Homem de Palha (Robin Hardy, 1973) ao analisar a representação da resistência dissidente a essa ordem.

 

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Biografia do Autor

Pedro Guimarães, Universidade Estadual de Campinas

Doutor em Cinema e Audiovisual pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris, França). Professor Associado na Universidade Estadual de Campinas.

Lucas Benvenuti Castro, Universidade Estadual de Campinas

Graduando em Comunicação Social – Midialogia na Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2026-08-10

Edição

Seção

Dossiê