A trajetória fílmica do cangaceiro urbano: de Lima Barreto a Eduardo Coutinho

Gilvan Melo Santos

Resumo


O artigo apresenta a trajetória do cangaceiro urbano, categoria criada pelo autor para designar uma representação dos retirantes nordestinos, cuja performance se caracterizou pela tentativa de abandono do cangaço, pela sua luta contra os cangaceiros sanguinários e pela saída do sertão arcaico em busca de amor e riqueza nas grandes metrópoles. Tendo como origem a guerra de imagens postas no Brasil a partir da década de 1930, entre o nacionalismo desenvolvimentista e o regionalismo nordestino ou entre a efetivação de uma identidade nacional em detrimento de uma identidade local, o cangaceiro urbano deságua da “bacia semântica” do nomadismo em direção aos folhetos de cordel em meados de 1930 e em direção aos filmes do cangaço nas décadas de 1950 e 1960. O trajeto do cangaceiro urbano inicia-se com o filme O cangaceiro (1953), de Lima Barreto e culmina com o filme Faustão, o cangaceiro do rei (1970), de Eduardo Coutinho.

Palavras-chave


Cinema; Cangaceiro urbano; Lima Barreto; Eduardo Coutinho.

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v4n2.196

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