Mamãe eu quero: Carmen Miranda’s Maternal Abundance

Sean Griffin

Resumo


Na resenha do segundo filme estrelado por Carmen Miranda em Hollywood, Uma noite no Rio (That Night in Rio, 1941), a revista Variety assinalou de que maneira sua presença como coadjuvante claramente roubava a cena dos supostos protagonistas: “[Don] Ameche está correto em seu duplo papel, e Miss [Alice] Faye está muito atraente, mas é a tempestuosa Miranda que dispara na frente, desde a primeira sequência”. Esse tipo de comentário parece indicar certa surpresa com o fato de que Carmen, estando em terceiro lugar nos créditos, aparecesse de forma tão central já no início do filme. Efetivamente, todos os três primeiros filmes que Carmen fez para a 20th Century Fox em Hollywood abrem com um número musical seu, antes que qualquer fala fosse pronunciada. Este formato em comum apresenta Carmen para o público sem um nome de personagem, sem um foco narrativo ou (como discutirei adiante) forte marcação de espaço e tempo. De outro modo, essas aberturas enfatizam Carmen como força central e dominante - seu corpo com elaborados acessórios e movimentos, seu desempenho vocal único e, de muitas maneiras, seu mundo.

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v1n2.283

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