O roteirista como escritor, o roteiro cinematográfico como literatura

Autores

  • Maria Castanho Caú UFRJ

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v6n1.372

Palavras-chave:

roteiro, cinema e literatura, Ingmar Bergman

Resumo

O mercado editorial da contemporaneidade parece cada vez mais tentar alavancar vendas apoiando-se na (ainda sólida) popularidade do cinema, essa arte cuja essência, segundo Bazin (1991), funda-se justamente sobre seu caráter radicalmente popular. O apelo comercial da sétima arte a anos impulsiona as vendas dos títulos literários que adapta para as telas do cinema, e o faz com sucesso. Nos últimos anos, a quantidade de livros ligados ao universo do cinema vem se ampliando constantemente, ao mesmo tempo em que os roteiros cinematográficos parecem ter finalmente encontrado seu espaço enquanto gênero literário em expansão. Nota-se que este panomara de construção e popularização de uma nova demanda de leitura, com seus códigos e público específicos, parece ecoar o cenário da popularização das publicações de teatro. Problematiza-se assim o conceito de literatura, pensando de que forma o renovado interesse pela publicação de roteiros representa um reflexo do novo statuscultural dessas obras. Através do estudo de caso proporcionado por Four Screenplays of Ingmar Bergman(um dos pioneiros nesse sentido), tentaremos entender as implicações desse novo fenômeno editorial e (re)posicionar o roteirista como autor no âmbito da literatura contemporânea. 

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Biografia do Autor

Maria Castanho Caú, UFRJ

Formada em Cinema pela UFF, mestre e doutora em Literatura Comparada pela UFRJ. Autora do ensaio Olhar o mar – Woody Allen e Philip Roth: a exigência da morte (Editora Verve, 2015).

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Publicado

2018-05-13

Edição

Seção

Temáticas livres