A imagem e as figurações do sensível na obra de Miguel Rio Branco

Marco Túlio Ulhôa

Resumo


O artigo analisa o curta-metragem Nada Levarei Quando Morrer, Aqueles que a mim Deve Cobrarei no Inferno (1985), do fotógrafo e artista plástico, Miguel Rio Branco. Ao retratar a dimensão simbólica do espaço público e dos aspectos da vida social do bairro do Maciel, na região do Pelourinho, em Salvador, a obra de Miguel Rio Branco realiza, através da construção de um regime de visibilidade condicionado pela imagem fotográfica e cinematográfica, uma penetração nas questões ontológicas que caracterizam a relação entre a dinâmica histórica – como exercício de escrita da memória e manutenção do discurso religioso – e a inscrição de uma ordem profana produzida por meio dos excessos evidentes na figuração dos corpos, da violência e do erotismo. Para isso, aborda-se a opção do artista pelos elementos estéticos da arte barroca, como traço histórico e mitológico de uma genealogia cultural e de um discurso de resistência próprios à comunidade retratada.

Palavras-chave


erotismo; barroco; imagem; Miguel Rio Branco

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v7n2.429

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