Festivais de filmes da diversidade sexual e os “LGBTs sem fronteiras”: o caso de um cinema transnacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v11n1.792

Palavras-chave:

festivais de cinema, representação, cultura LGBT, cinema transnacional

Resumo

O trabalho pretende lançar algumas observações sobre a “cultura LGBT” que tem se constituído nos países ocidentais, nas últimas décadas, para dar conta das relações afetivas/eróticas entre pessoas do “mesmo sexo”. Essa movimentação política e cultural, expressiva também no Brasil, chega a contar com um mito de origem – Stonewall, junho de 1969 – e compartilha de formas semelhantes de ação política (ONGs, paradas gays), temáticas da produção cinematográfica – cinema queer, LGBT ou da diversidade sexual – e toda uma cultura urbana que aponta para antigas e novas territorialidades e temporalidades (meios de comunicação, vida noturna e casamento igualitário). Localizando-se o pesquisador em uma etnografia no Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual e os filmes exibidos em 18 edições (1993-2010), este trabalho pretende uma discussão sobre modos contemporâneos de subjetivação que se desenrolam na produção, exibição e circulação de imagens ligadas ou relacionadas àquelas “políticas de representação”. Quais as bases dessas práticas representacionais e dessa transnacionalização da sexualidade e, principalmente, quais os seus limites e limitações? E, principalmente, por que toda essa movimentação pouco contribui para questionamentos mais profundos como a dicotomia sexual, a misoginia e a LGBTfobia que constituem os discursos sobre sexo e sexualidade?

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Publicado

2022-07-29

Edição

Seção

Dossiê