Um vampiro sob o sol
O vampirismo na comédia erótica carioca dos anos 1970
DOI:
https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n2.1439Palavras-chave:
Cinema Brasileiro, Comédia Erótica, Vampirismo, MasculinidadeResumo
Durante os anos 1970, em plena ditadura militar, o cinema brasileiro foi marcado por um ciclo de produções de comédias de costumes que apresentavam o erotismo como pano de fundo. Muitos desses filmes conseguiram burlar as regras do departamento de censura do governo e apresentaram histórias capazes de transgredir conceitos caros ao regime conservador. O vampiro de Copacabana (1976), filme dirigido por Xavier de Oliveira, traz à tela os dilemas de um homem de classe média, que não atende aos padrões de beleza e virilidade masculinas vigentes, nem desempenha os papéis sociais de um cidadão exemplar. Fantasiado de vampiro, ele encontra alívio durante os quatros dias de Carnaval, em que perambula pelas ruas da cidade atrás de sexo e diversão. Este artigo propõe uma análise do filme a partir de estudos ligados ao vampirismo e das questões suscitadas pelo tema.
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