Ambivalências do fantástico e do horror no cinema brasileiro
Uma análise decolonial do filme As boas maneiras
DOI:
https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n2.1475Palavras-chave:
Cinema brasileiro, Fantástico, Horror, DecolonialidadeResumo
Este artigo analisa o filme As boas maneiras (2017), de Marco Dutra e Juliana Rojas, a partir de uma abordagem decolonial. O objetivo é investigar como a obra representa e tensiona as marcas da colonialidade nas relações de raça, gênero, sexualidade e trabalho, mobilizando convenções do realismo social, do horror e do fantástico para problematizar desigualdades históricas e estruturas de poder presentes na sociedade brasileira contemporânea. O referencial teórico articula contribuições dos estudos decoloniais latino-americanos às formulações sobre o fantástico e o horror enquanto modos narrativos. Ao examinar as ambivalências discursivas da obra por meio de sua análise fílmica (estética e narrativa), propõe-se uma reflexão sobre rupturas e continuidades coloniais do fantástico e do horror no cinema brasileiro contemporâneo.
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