Meu ato criminoso é realizar filmes

A leitura crítica de Luís Fellipe sobre a Trilogia do Luto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v14n2.1191

Palavras-chave:

Documentário, Subjetividade, Ensaio cinematográfico, Luto

Resumo

O livro “Meu ato criminoso é realizar filmes”: a construção do narrador na Trilogia do Luto, de Cristiano Burlan, escrito por Luís Fellipe, publicado em 2024 pela Editora Multifoco, investiga como o luto e a perda moldam a construção do narrador em três filmes dirigidos por Burlan: Construção (2006), Mataram meu irmão (2013) e Elegia de um crime (2018). A pesquisa parte da hipótese de que o cinema de Burlan não apenas documenta a dor pessoal, mas também reinventa o papel do narrador no ensaio cinematográfico. O autor busca compreender a subjetividade que permeia a construção narrativa em filmes de caráter documental. Utilizando uma metodologia de análise fílmica e dialogando com autores como Walter Benjamin e Theodor Adorno, Luís Fellipe examina a fragmentação das narrativas e o uso de memórias íntimas no cinema. Seus resultados indicam que o cinema de Burlan transcende o tradicional papel do documentário, criando uma forma de arte que desafia os limites entre ficção e realidade. O livro conclui que a obra de Burlan oferece um modelo único de ensaio cinematográfico, onde o narrador atua como mediador de experiências individuais e coletivas de dor, promovendo novas formas de engajamento emocional e reflexão crítica sobre o luto e a memória.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Isadora Ortiz Coelho, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Realiza mestrado no Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Integra o Laboratório de Comunicação, Cidade e Consumo (Lacon/UERJ).

Referências

ADORNO, Theodor. O ensaio como forma. In: Notas de literatura I. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2003. p. 15-45.

BENJAMIN, Walter. As obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. v. 1. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1996.

BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 318 p.

CONSTRUÇÃO. Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan. Brasil, 2006. 48 min, sonoro, colorido.

ELEGIA de um crime. Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan e Ana Carolina Marinho. Brasil, 2018. 92 min, sonoro, colorido.

LOPATE, Phillip. A la búsqueda del Centauro: El cine-ensayo. In: WEINRICHTER, Antonio (org.). La forma que piensa: tentativas en torno al cineensayo. Pamplona: Governo de Navarra, 2007. 215 p.

MATARAM meu irmão. Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan. Brasil, 2013. 77 min, sonoro, colorido.

SANTOS, Luís Fellipe dos. “Meu ato criminoso é realizar filmes”: a construção do narrador na trilogia do luto. Rio de Janeiro: Multifoco, 2024. ISBN: 978-65-5611-336-4. 154 p.

Downloads

Publicado

2026-01-05

Edição

Seção

Resenhas, Críticas e Traduções