Os quase-cinemas de Hélio Oiticica: experimentações transcinematográficas de instalação

Natasha Marzliak, Gilberto Alexandre Sobrinho

Resumo


Com a inspiração pós-modernista de Jean-François Lyotard, que rompe com os discursos totalizantes da estética moderna e da arte com o fim de promover rebatimentos frutíferos entre eles, e considerando a obra como um dispositivo de acontecimento carregado de ideia-gesto e recepção ativa, este artigo analisa as propostas cinematográficas/ambientais de Hélio Oiticica produzidas na década de 1970: os quase-cinemas. Por meio da hibridação e subversão dos médiuns cinema, fotografia e música, e questionando a imagem e objetos sagrados, a narrativa linear e a posição contemplativa do espectador, o artista concebeu espaços sensoriais, experimentações transcinematográficas que propõem a recusa ao objeto acabado e novas relações espaço-temporais, convidando à participação sensorio-cognitiva. Quase-cinemas dialoga com o contexto de efervescência cultural e política em que o artista vivia, com os movimentos de vanguarda que lhe são contemporâneos e, ainda, com conceitos da filosofia. Este artigo considera, substancialmente, suas aproximações com o cinema experimental de Neville D’Almeida, seu parceiro na criação de Cosmococas - programa in progress.

Palavras-chave


Hélio Oiticica; quase-cinemas; multimeios; instalação

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v6n2.257

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