Corpas negras em rexistências cuir: olhares opositores e multidões queer nos videoclipes Absolutas e blasFêmea | Mulher de Linn da Quebrada

Ed Borges, Gabriela Reinaldo

Resumo


Este artigo versa sobre existências e resistências – rexistências – dissidentes sexuais e de gênero negras a partir dos videoclipes da artista brasileira contemporânea Linn da Quebrada, mais especificamente Absolutas e blasFêmea | Mulher, ambos de 2017. Autoidentificada como travesti preta, periférica e “terrorista de gênero”, Linn da Quebrada faz de suas obras audiovisuais uma reação artística às violências do cistema – sistema-mundo cissexista (VERGUEIRO, 2015) – heteronormativo branco. Seus videoclipes se constituem “fricções” entre o documental e o ficcional e são marcados por um hibridismo próprio da linguagem do vídeo (PRYSTHON, 2012; SOARES, 2012). Os dois clipes são movidos por multidões queer (PRECIADO, 2011) e têm suas narrativas infiltradas por olhares opositores que subvertem as representações audiovisuais estereotipadas de mulheres negras (HOOKS, 2019). Aproximamo-nos metodologicamente das obras por meio de uma análise conjunta de videoclipe baseada em performance artística, espaço e tempo (SOARES, 2012). O objetivo da escrita é transformá-la em escuta: ouvir as vozes das coletividades gênero-diversas dos videoclipes de Linn da Quebrada e entender como a arte pode ser um território político estratégico a ser ocupado por corpas – uma torção política da palavra “corpo” feitas por ativistas e pesquisadoras trans e dissidentes sexuais e de gênero – negras na manutenção de rexistências cuir no Brasil, numa regurgitação latino-americana do termo anglófono “queer” .

Palavras-chave


Linn da Quebrada; Resistências queer/cuir; Pessoas negras; Videoclipe

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v10n1.695

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