Cinema e o Sonho Implicado: uma leitura deleuziana

Autores

  • Susana Viegas Universidade Nova de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v11n1.814

Palavras-chave:

Gilles Deleuze, Filosofia do cinema, Virtual, Imagem-Sonho

Resumo

Os estudos deleuzianos sobre o cinema destacam a importância dos dois regimes semióticos (imagem-movimento e imagem-tempo) para a compreensão da nossa relação estética e epistemológica com as imagens em movimento. Pelo contrário, este artigo procura destacar os momentos de crise entre os dois regimes assinalando o carácter genérico de incerteza e ambiguidade da natureza das imagens mentais: enfraquecido o esquema sensório-motor que domina na montagem cinematográfica, as personagens, incapazes de agir, podem imaginar, desejar, sonhar, alucinar, e lembrar. Surgem novos tipos de imagem: imagens-recordação, imagens-sonho e imagens-mundo. Como é que esses novos tipos de imagem nos fazem repensar a nossa habitual relação com o mundo e com a realidade? Com este artigo sobre a dimensão virtual e onírica do cinema, procuro contribuir para uma maior disseminação de um dos principais contributos de Gilles Deleuze para a filosofia do cinema: a distinção entre o imaginário e a realidade.

Biografia do Autor

Susana Viegas, Universidade Nova de Lisboa

Doutoranda em Filosofia (Estética) pela Universidade Nova de Lisboa, investigadora no Instituto de Filosofia da Linguagem. Co-editora da Cinema: Revista de Filosofia e da magem em Movimento (cjpmi.ifl.pt).

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Publicado

2022-07-29

Edição

Seção

Temáticas livres