¿Qué teme la clase trabajadora brasileña?

Reflexiones a partir de A máquina infernal (2021)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n2.1446

Palabras clave:

Cine de horror brasileño, Horror social, Trabajo, Neoliberalismo

Resumen

Este artículo analiza, a partir del cortometraje A máquina infernal (Francis Vogner dos Reis, 2021), la emergencia de películas de terror que retratan los temores y dilemas de la clase trabajadora brasileña. Partiendo del artículo ¿Qué teme la clase media? Trabalhar cansa y el horror en el cine brasileño contemporáneo, de Mariana Souto (2012), que identifica en el terror brasileño de la década de 2000 una expresión de los temores de la clase media frente al ascenso social de las clases populares durante los gobiernos del Partido de los Trabajadores, este estudio investiga el desplazamiento temático del género en los últimos años. Este período está marcado por la crisis política iniciada con las Manifestaciones de Junio de 2013, el impeachment de Dilma Rousseff en 2016 y el ascenso de gobiernos alineados con el neoliberalismo, responsables de reformas que intensificaron la precarización laboral. En este contexto, A máquina infernal moviliza convenciones del cine de terror para representar la erosión de los derechos laborales y las nuevas formas de vulnerabilidad social. El artículo propone comprender la película como un dispositivo estético capaz de condensar tensiones contemporáneas de la clase trabajadora, dialogando también con otras producciones recientes, como A sombra do pai (Gabriela Amaral Almeida, 2019), Propriedade (Daniel Bandeira, 2022) y Continente (Davi Pretto, 2024), con el fin de demostrar cómo el terror brasileño ha desplazado progresivamente su foco narrativo de la clase media hacia perspectivas vinculadas a las clases trabajadoras y subalternizadas.

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Biografía del autor/a

Giancarlo Backes Couto, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doctor en Comunicación Social por la Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Maurício Vassali, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doctor en Comunicación Social por la Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 

Citas

A MÁQUINA infernal. Direção: Francis Vogner dos Reis. Roteiristas: Francis Vogner dos Reis, Cassio de Oliveira. Brasil, 2021. 30min, sonoro, colorido.

A QUEDA. Direção: Ruy Guerra, Nelson Xavier. Roteiristas: Ruy Guerra, Nelson Xavier. Brasil, 1978, 120min, sonoro, colorido.

A SOMBRA do pai. Direção: Gabriela Amaral Almeida. Roteirista: Gabriela Amaral Almeida. Brasil, 2018, 90min, sonoro, colorido.

AS BOAS Maneiras. Direção: Juliana Rojas, Marco Dutra. Roteiristas: Juliana Rojas, Marco Dutra. Brasil, 2017, 135min, sonoro, colorido.

ARÁBIA. Direção: João Dumans, Affonso Uchoa. Roteiristas: João Dumans, Affonso Uchoa. Brasil, 2017, 97min, sonoro, colorido.

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MORMAÇO. Direção: Marina Meliande. Roteiristas: Marina Meliande, Felipe Bragança. Brasil, 2018, 94min, sonoro, colorido.

MORTO não fala. Direção: Dennison Ramalho. Roteiristas: Dennison Ramalho, Cláudia Jouvin. Brasil, 2018, 110min, sonoro, colorido.

NINJAS. Direção: Dennison Ramalho. Roteiristas: Dennison Ramalho. Brasil, 2010, 23min, sonoro, colorido.

O ANIMAL cordial. Direção: Gabriela Amaral Almeida. Roteiristas: Gabriela Amaral Almeida, Luana Demange. Brasil, 2017, 98min, sonoro, colorido.

O CLUBE dos Canibais. Direção: Guto Parente. Roteirista: Guto Parente. Brasil, 2018, 87min, sonoro, colorido.

O NÓ do Diabo. Direção: Ian Abé, Gabriel Martins, Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi. Roteiristas: Ian Abé, Anacã Agra, Gabriel Martins, Ramon Porto Mota, Jhésus Tribuzi. Brasil, 2018, 128min, sonoro, colorido.

O SOM ao Redor. Direção: Kleber Mendonça Filho. Roteirista: Kleber Mendonça Filho. Brasil, 2012, 131min, sonoro, colorido.

OS JOVENS Baumann. Direção: Bruna Carvalho Almeida. Roteirista: Bruna Carvalho Almeida. Brasil, 2018, 70 min, sonoro, colorido.

PROPRIEDADE. Direção: Daniel Bandeira. Roteirista: Daniel Bandeira. Brasil, 2022, 100min, sonoro, colorido.

REDEMOINHO. Direção: José Luiz Villamarim. Roteirista: George Moura. Brasil, 2016, 100min, sonoro, colorido.

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TEMPOS Modernos. Direção: Charles Chaplin. Roteirista: Charles Chaplin. Estados Unidos, 1936, 87min, silencioso, preto e branco.

TINNITUS. Direção: Gregorio Graziosi. Roteiristas: Marco Dutra, Gregorio Graziosi, Andres Vera. Brasil, 2022, 105min, sonoro, colorido.

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Publicado

2026-08-10

Número

Sección

Dossier