Dalcroze, a música e o cinema
Caminhos para uma verdadeira unificação de linguagens
DOI:
https://doi.org/10.22475/rebeca.v14n2.1256Palavras-chave:
Émile Jaques-Dalcroze (1865-1959), Cinema mudo, Música, TraduçãoResumo
Tradução do ensaio Le cinéma et sa musique escrito pelo compositor suíço e pedagogo musical Émile Jaques-Dalcroze (1865-1950) e publicado originalmente em 1925. O texto, malgrado esteja completando 100 anos desde a sua publicação, continua vigoroso e original. Nesse texto, Dalcroze dedica-se a escrutinar os problemas observados nos acompanhamentos musicais de filmes mudos. Em síntese, Dalcroze denuncia a completa ausência de relação – ou, uma falsa e superficial relação – estabelecida entre os filmes e os acompanhamentos musicais executados por pianistas (em pequenas salas de projeção) ou orquestras (em grandes salas ou teatros). A solução para o impasse, para ele, era muito simples: músicos e cineastas precisariam se dedicar a um estudo rigoroso de ambas as linguagens, o que seria potencializado se eles – músicos e cineastas – (re)conhecessem, em seus próprios corpos e através do método que ele desenvolveu (a Rítmica), os elementos básicos que são comuns à música como ao cinema: o espaço, o tempo e a energia. A tradução é precedida de uma apresentação que contextualiza o autor e sua relação com a temática.
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