Perturbar e dirigir o ator iniciante: o método Brisseau

Laurie Deson-Leiner

Resumo


"Perturbar e dirigir o ator iniciante: o método Brisseau". Descoberto com O som e a fúria, de 1988, Jean-Claude Brisseau conheceu o sucesso público graças a Boda branca, em 1989, com quase dois milhões de ingressos vendidos na França. O realizador utiliza os mesmos métodos de direção de atores com as estrelas e os iniciantes. Brisseau insistentemente escolhe pessoas que nunca fizeram cinema, a quem ele confia papéis importantes. Vanessa Paradis e Sylvie Vartan passaram dos estúdios de gravação às telas. Depois de analisarmos as especificidades da direção de atores de Jean-Claude Brisseau, nós trabalharemos o caso de Vanessa Paradis em Boda branca, que foi uma estreante muito especial. A dificuldade de apresentação de um método de trabalho se dá pelo fato de que ele não é teorizado por Brisseau, ao menos oficialmente. Em que um ator não profissional pode enriquecer um filme? O que ele traz por suas atitudes, seus gestos, sua maneira de falar, sua dicção? A direção de ator começa pela escolha de um rosto e de um corpo a fim de que ele tome os traços do personagem que o autor imaginou. O trabalho com o ator é uma espécie de perda de inocência captada pela câmera. O encontro pode ser mágico e fazer do filme um sucesso como Boda Branca.

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DOI: https://doi.org/10.22475/rebeca.v3n1.319

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