Beasts of No Nation: a África intercultural da Netflix e o futuro do cinema

Autores

  • Luiza Cristina Lusvarghi Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da Universidade de São Paulo (USP)

DOI:

https://doi.org/10.22475/rebeca.v6n1.375

Palavras-chave:

narrativas criminais, filmes de guerra, audiovisual, netflix, streaming

Resumo

Por ocasião do lançamento de Beasts of No Nation (2015) pela Netflix, o filme dirigido por Cary Fukunaga foi ignorado pela mídia. Dentre os motivos, podemos destacar o fato de não ter sido lançado no circuito exibidor cinematográfico tradicional, exceto pelo circuito alternativo Hallmark, e ter sido disponibilizado no catálogo da plataforma de streaming antes do lançamento, o que lhe valeu boicote por parte dos exibidores. Para a crítica, o lançamento na web converteu a obra em “telefilme”, e, portanto, não merecedora de uma resenha cinematográfica. O filme conquistou prêmio em Veneza e a atuação de Idris Elba, no papel do capitão de um exército de meninos-soldado, foi extremamente elogiada. O objetivo deste artigo é discutir as relações entre o formato, o gênero (filme de guerra e ação), as novas formas de circulação da obra fílmica, mas também sua função no cenário do audiovisual contemporâneo, numa abordagem multidisciplinar. Palavras-chave: narrativas criminais; filmes de guerra; audiovisual; netflix; streaming.

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Biografia do Autor

Luiza Cristina Lusvarghi, Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc) da Universidade de São Paulo (USP)

Pesquisadora e professora com graduação em Letras e Jornalismo, com Mestrado sobre a MTV Brasil (2002), e doutorado sobre Cidade de Deus e Cidade dos Homens (2007), ambos na ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade de São Paulo) e dois pós-doutorados, o primeiro na Universidade Federal de Pernambuco (2007-2009), sobre as estratégias dos grupos de mídia regionais na comunicação audiovisual, e o segundo sobre as narrativas criminais na ficção televisiva da América Latina (2014-2016), na ECA USP. Autora de De MTV a Emetevê (2007), Cinema Nacional e World Cinema (2010) e coautora em Fora do Eixo: Indústria da Música e Mercado Audiovisual no Nordeste (2010), com Felipe Trotta e Isaltina Gomes de Mello. Colaborei nas antologias Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário, vol. 1, 2 e 3 ( 2011, 2012, 2013, respectivamente), editada pela Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine). Membro da Lasa (Latin American Studies Association), da Iamcr (International Association for Media and Communication Research), e da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação). Ministra aulas nas disciplinas de Teoria da Comunicação, Estudos de Mídia, Gêneros Audiovisuais (Jornalismo, Televisão e Cinema), com ênfase nos temas transmidiação e transnacionalismo. Atualmente leciona a disciplina Jornalismo Cultural no curso lato sensu Mídia, Informação e Cultura do CELACC (Centro de Estudos Latino-Americanos de Comunicação e Cultura) da U

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Publicado

2018-05-13

Edição

Seção

Temáticas livres