A traumatização aural em Marte um (2022)
O horror social implicado pelo som
DOI:
https://doi.org/10.22475/rebeca.v15n2.1447Palavras-chave:
Marte Um, Cinema negro brasileiro, Som cinematográfico, Horror socialResumo
O horror social apresentado em Marte um (2022), de Gabriel Martins, mostra como nem só de monstros e de realidades sobrenaturais sobrevive este gênero cinematográfico. Para Cánepa e Carreiro (2025) o dia a dia dos espaços urbanos do Brasil, suas relações e tensões se configuram como local para a manifestação de várias angústias e ansiedades históricas. Para pessoas pretas de periferia, esse legado irrompe-se de maneira clara e cruel. Este trabalho recorre aos estudos do som cinematográfico de Chion (2011), Fisher (2016), Rogers (2021) e Smith (2013), além de abarcar a ideia do som como uma marca racializante, proposta por Stoever (2016). Através da análise de sequências do filme o artigo invoca os autores para sustentar as duas hipóteses deste trabalho: (1) o horror social eclode através de marcas e técnicas sonoras e (2) o som se apresenta como um antagonista na narrativa, tendo vida própria, provocando mudanças no comportamento, pânico e sofrimento à personagem e atuando de maneira independente à supremacia visual do cinema.
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